Calculadora de comissão

Feito paraSalão e barbeariaLojas e comércioPrestadores de serviço

Informe o valor do atendimento, o percentual combinado e o que sai antes da divisão. A calculadora mostra quanto vai pro profissional, quanto fica pro negócio e quanto a escolha da base de cálculo muda em cada atendimento.

R$
%
%

Zero se foi dinheiro ou Pix

R$

Tinta, produto, insumo

A comissão incide sobre

É a escolha que mais muda o resultado — mais do que o próprio percentual.

Comissão

R$ 50,00

Fica pro negócio

R$ 46,51

Valor da venda
R$ 100,00
Taxa do cartão
− R$ 3,49
Material
− R$ 0,00
Sobra pra dividir
R$ 96,51

Com o mesmo percentual sobre o valor líquido, a comissão seria R$ 48,26 — uma diferença de R$ 1,74 por atendimento.

"Cinquenta por cento" não quer dizer nada sozinho

Combinar meio a meio parece a coisa mais simples do mundo, até chegar o dia de dividir. Cinquenta por cento do valor cheio da venda é um número. Cinquenta por cento do que sobra depois da taxa do cartão e do material é outro. A diferença não é detalhe: ela sai inteira do bolso de alguém, em todo atendimento, todo mês.

Num serviço de R$ 100 pago no cartão com 3,49% de taxa, a comissão sobre o bruto é R$ 50 e sobram R$ 46,51 para o negócio — ou seja, o profissional leva mais que o dono. Sobre o líquido, os dois recebem exatamente R$ 48,26, que é o que "meio a meio" queria dizer desde o começo. Quem combinou metade sem dizer metade de quê provavelmente está na primeira situação sem ter percebido.

O material entra antes ou depois da divisão

Em salão isso pesa muito, porque a tinta de uma coloração pode custar mais que a comissão. As duas formas existem e nenhuma é errada — o que não pode é ficar subentendido.

  • Material descontado antes: o custo sai do valor da venda e os dois dividem o que sobra. Os riscos e os ganhos ficam compartilhados.
  • Material por conta do negócio: a comissão incide sobre o bruto e o custo do produto fica todo com o salão. Mais simples de explicar, mais caro para o dono.
  • Material por conta do profissional: comum em quem já tem clientela própria e traz os próprios produtos, normalmente com percentual maior para ele.

Como decidir o percentual

Não existe número certo, e desconfie de quem publica uma tabela como se existisse. O percentual justo depende de quem entra com o quê:

  • Quem traz o cliente. Se a pessoa chegou pela sua fachada, pelo seu Instagram ou pela sua reputação, essa captação tem valor. Se o profissional trouxe a própria carteira, também.
  • Quem paga a estrutura. Aluguel, luz, água, recepção, software e cadeira são custos fixos que existem mesmo em dia parado.
  • Quem assume o risco. Em mês fraco, quem fica no prejuízo é quem paga o aluguel — não quem recebe por atendimento feito.

Um jeito prático de testar se o número fecha: pegue a média de atendimentos de um mês real, calcule o que sobraria para o negócio com o percentual pretendido e compare com os seus custos fixos. Se não cobrir, o percentual está alto — por mais justo que pareça no atendimento isolado.

Funcionário, autônomo ou parceria

A forma de calcular é a mesma; o enquadramento legal é que muda, e é onde mora o risco. Alguns pontos que valem saber antes de combinar:

  • Funcionário registrado que ganha por comissão tem garantia de remuneração mínima: mesmo num mês fraco, a lei não permite que ele receba abaixo do piso.
  • Salões contam com a Lei 13.352/2016, que criou a figura do salão-parceiro e do profissional-parceiro. Ela permite formalizar a divisão com contrato escrito, e a parte do salão é tratada como cota-parte, não como receita cheia do profissional.
  • Combinar de boca é o cenário que mais gera conflito trabalhista depois, justamente porque cada lado lembra da conversa de um jeito.

Este texto explica a mecânica do cálculo, não substitui orientação profissional. Antes de fechar o modelo, confirme com um contador ou advogado qual enquadramento se aplica ao seu caso — a diferença entre acertar e errar aqui costuma ser bem maior que o percentual em discussão.

Perguntas frequentes

A comissão deve ser sobre o valor bruto ou líquido?

As duas formas são usadas, e a diferença é grande: com 50% sobre o bruto de um serviço de R$ 100 no cartão, o profissional leva R$ 50 e o negócio fica com R$ 46,51. Sobre o líquido, os dois recebem R$ 48,26. O importante é deixar combinado por escrito.

O material deve ser descontado antes de dividir?

Depende do que foi acordado. Quando o material é caro, como tinta de coloração, descontar antes divide o custo entre os dois lados. Quando fica por conta do negócio, o percentual costuma ser menor para compensar.

Qual percentual de comissão é o correto?

Não existe número universal. O percentual justo depende de quem traz o cliente, quem paga a estrutura e quem assume o risco do mês fraco. Teste o número contra os seus custos fixos antes de fechar.

Funcionário que ganha só comissão pode receber abaixo do piso?

Não. Empregado registrado remunerado por comissão tem garantia de remuneração mínima mesmo em meses de pouca venda. Confirme com um contador como isso se aplica ao seu caso.

Existe uma forma legal específica para salões?

Sim. A Lei 13.352/2016 criou as figuras do salão-parceiro e do profissional-parceiro, permitindo formalizar a divisão por contrato escrito, com a parte do salão tratada como cota-parte.

A calculadora guarda os valores que eu digito?

Não. Todo o cálculo acontece dentro do seu navegador e nada é enviado aos nossos servidores. Ao fechar a página, não fica registro nenhum.

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